Vendas no varejo recuam 1% e têm pior julho na série, com inflação e desemprego

quarta-feira, 16 de setembro de 2015 10:55 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O ritmo de queda das vendas no varejo no Brasil acelerou em julho para 1 por cento sobre o mês anterior, marcando o pior resultado para esse mês na série histórica e mostrando forte deterioração no consumo de alimentos e supermercados, em meio à economia em recessão, inflação alta e maior desemprego.

Em junho, o setor havia registrado queda mensal de 0,5 por cento e, no mês seguinte, foi marcada a sexta perda seguida na série histórica, iniciada em 2000.

Na comparação com julho de 2014, quando o Brasil sediava a Copa do Mundo, as vendas registraram queda de 3,5 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

"O nível de consumo doméstico tem relação clara com o mercado de trabalho e o desemprego gera insegurança, o que provoca o adiamento do consumo", destacou a economista gerente do IBGE Isabella Nunes.

"A elevação dos juros e queda na massa de salários é uma combinação bastantes impactante para o comércio. O quadro é inibidor do comércio", completou.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de queda de 1 por cento na comparação mensal e de 3,95 por cento sobre um ano antes.

O país enfrenta inflação e juros elevados com aumento do desemprego em meio a uma intensa crise política, afetando a confiança do consumidor. Além disso, o dólar vem se valorizando fortemente ante o real, o que eleva os preços dos produtos importados.

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