Produção da Petrobras tem recorde em agosto; pode superar meta no ano, diz Itaú

quarta-feira, 16 de setembro de 2015 17:36 BRT
 

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior atingiu 2,88 milhões de barris de

óleo equivalente por dia (boed) em agosto, aumento de 3,1 por cento em relação a julho, o maior volume produzido na história da companhia, com o crescimento da produção do pré-sal e a retomada de plataformas que estavam em manutenção.

O volume representa aumento de 4,5 por cento ante o total produzido no mesmo mês de 2014, com um "forte aumento" na extração de petróleo no Brasil, onde a empresa concentra a maior parte de sua produção, segundo relatório do Itaú BBA.

No acumulado do ano até o mês passado, a produção diária de petróleo da Petrobras no país atingiu média de 2,141 milhões de barris, acima da meta traçada pela companhia para 2015 de 2,125 milhões de barris/dia, o que seria um crescimento de 4,5 por cento ante 2014.

"A produção de agosto veio acima das expectativas, e acreditamos que é muito provável que a Petrobras possa superar o seu guidance e as nossas estimativas", disse relatório do Itaú BBA nesta quarta-feira.

Segundo o banco, os desafios operacionais que a companhia está enfrentando no campo de Roncador foram mais do que compensados pela boa performance dos campos do pré-sal e menos paradas para manutenções. O relatório apontou ainda que as plataformas que começaram a operar recentemente estão tendo um início de produção mais forte que o esperado.

"Se assumirmos que a produção permanece forte em setembro e que durante o quarto trimestre o trabalho de manutenção é menos intenso, como geralmente é, então a produção doméstica de petróleo da Petrobras vai superar o guidance", disse.

O Itaú BBA ponderou que, apesar das boas notícias na área operacional, o fluxo de caixa adicional é relativamente pequeno comparado com as necessidades da Petrobras, destacando preocupações com a dívida nos próximos anos, a perda de grau de investimento, a depreciação do real e a queda dos preços do petróleo.   Continuação...