Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem à mínima de 8 semanas

quinta-feira, 17 de setembro de 2015 11:09 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada ao menor nível em oito semanas, sugerindo que o mercado de trabalho continua a se fortalecer apesar do recente aperto das condições do mercado financeiro.

Embora outros dados desta quinta-feira tenham mostrado que o início de construção de novas moradias nos Estados Unidos caiu pelo segundo mês consecutivo em agosto, permaneceu acima da marca de um milhão de unidades, o que sinaliza um mercado imobiliário crescendo a um ritmo sólido. Além disso, as permissões para construção cresceram no mês passado.

Os sinais de que a economia está se firmando dão sustentação a um aumento dos juros pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, em sua reunião que acaba nesta quinta-feira. Mas o cenário de custos de empréstimos mais alto tem sido ameaçado pelas turbulências dos mercados financeiros globais.

O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 11 mil, para 264 mil segundo números sazonalmente ajustados, na semana encerrada em 12 de setembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Essa foi a menor leitura desde a semana encerrada em 18 de julho, quando os pedidos atingiram seu menor nível desde 1973.

Essa também foi a 28º semana seguida em que o número ficou abaixo dos 300 mil, o que geralmente é associado a um mercado de trabalho em fortalecimento. Economistas consultados pela Reuters esperavam 275 mil pedidos na semana passada.

Em um segundo relatório, o Departamento do Comércio disse que o início de construção de novas moradias caiu 3,0 por cento, para um ritmo anual ajustado sazonalmente de 1,13 milhão de unidades, no mês passado.

Apesar da queda, o início de construções permaneceu acima do ritmo de 1 milhão de unidades pelo quinto mês seguido. As permissões de construção aumentaram 3,5 por cento no mês passado, para 1,17 milhão de unidades, após caírem 15,5 por cento em julho.