Fed mantém taxa de juros em sinalização à fraqueza da economia global

quinta-feira, 17 de setembro de 2015 15:28 BRT
 

Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central norte-americano, deixou inalterada a taxas de juros nesta quinta-feira, sinal de preocupações sobre a fraqueza da economia global, mas deixou aberta a possibilidade de um modesto aperto da política monetária ainda este ano.

Em recuo tático, o Fed informou que uma variedade de riscos globais e outros fatores convenceram a adiar o que seria o primeiro aumento de juros em quase uma década.

"Os recentes acontecimentos financeiros e econômicos globais podem conter a atividade econômica de alguma forma e devem colocar mais pressão de queda sobre a inflação no curto prazo", informou o Fed em seu comunicado ao final da reunião de dois dias. Acrescentou que os riscos à economia dos Estados Unidos continuam quase equilibrados mas que está "monitorando os acontecimentos no exterior".

Entretanto, o banco central manteve seu viés na direção de alta dos juros ainda neste ano, enquanto reduziu sua perspectiva de longo prazo para a economia. Novas projeções mostraram que 13 das 17 autoridades do Fed ainda preveem alta dos juros ao menos uma vez em 2015, contra 15 na reunião de junho. Quatro autoridades acreditam agora que os juros não devem ser elevados até ao menos 2016, contra dois que viam isso em junho.

O Fed realizará reuniões de política monetária em outubro e dezembro.

Sobre decidir quando elevar os juros, o Fed repetiu que quer ver "mais melhora no mercado de trabalho" e estar "razoavelmente confiante" de que a inflação vai subir.

Como um todo, as novas projeções do Fed de crescimento mais lento do Produto Interno Bruto (PIB), desemprego baixo e inflação ainda fraca sugerem que as preocupações com a chamada estagnação secular pode estar ganhando força entre as autoridades do Fed. Uma autoridade até sugeriu taxa de juros negativa.

A mediana das projeções das 17 autoridades mostrou que o Fed espera que a economia cresça 2,1 por cento este ano, ligeiramente mais rápido do que o esperado anteriormente. Entretanto, suas projeções para a expansão do PIB em 2016 e 2017 foram reduzidas.   Continuação...