Esforços de estímulos de bancos centrais ficam aquém do necessário

sexta-feira, 18 de setembro de 2015 13:52 BRT
 

Por William Schomberg

LONDRES (Reuters) - Os bancos centrais mais importantes do mundo estão enfrentando o risco de que seus esforços massivos para reanimar o crescimento econômico poderiam ser novamente derrubados, com alguns representantes pedindo novas idéias ousadas para conter a ameaça de crescimento lento para os próximos anos.

Um dia após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deixar a taxa de juros inalterada, citando riscos na economia global, o economista-chefe do Banco da Inglaterra disse que os bancos centrais precisam aceitar que as taxas de juros podem ficar presas no fundo do poço.

No Japão, onde a taxa de juros tem sido zero há mais de 20 anos, os formuladores de políticas já estão lançando ideias para rever o enorme programa de estímulo monetário do Banco do Japão, uma vez que temem que ele seja insustentável no futuro, de acordo com fontes familiarizadas com a seu pensamento.

Separadamente, um alto membro do Banco Central Europeu (BCE) disse que o programa de compra de títulos do BCE pode precisar ser repensado se a inflação baixa se tornar persistente. No entanto, ele acrescentou que a política monetária não irá restaurar o crescimento econômico a longo prazo.

Mais de oito anos após o início da crise financeira, as economias dos Estados Unidos e Grã-Bretanha estão crescendo a um ritmo mais saudável, em contraste com as do Japão e de muitos países da zona do euro.

Entretanto, o risco de uma forte desaceleração na China e em outras economias emergentes tem impedido o Fed de começar a aumentar a taxa de juros e está sendo observado de perto pelo Banco de Inglaterra.

Investidores acreditam que o adiamento do Fed será de curta duração e que o BC dos EUA pode começar a elevar os juros antes do fim do ano, seguido alguns meses mais tarde pelo banco central britânico.

Mas o economista-chefe do Banco da Inglaterra, Andy Haldane, que tem sido por muito tempo pessimista sobre as chances de uma recuperação sustentável, disse que o mundo pode de fato estar se afundando em uma nova fase da crise financeira --desta vez causada por mercados emergentes.   Continuação...