CEO da Volkswagen diz "lamentar profundamente" violação de lei ambiental dos EUA

domingo, 20 de setembro de 2015 11:38 BRT
 

FRANKFURT/HAMBURGO (Reuters) - A Volkswagen contratou uma investigação independente externa após reguladores norte-americanos descobrirem que um software da montadora projetado para carros a diesel emitia dados falsos sobre as emissões de poluentes, disse o presidente da empresa neste domingo, acrescentando "lamentar profundamente" a violação das regras norte-americanas.

"Eu, pessoalmente, lamento profundamente que nós tenhamos quebrado a confiança de nossos clientes e do público", disse Martin Winterkorn em um comunicado publicado pela montadora neste domingo. "A Volkswagen determinou uma investigação externa sobre este assunto."

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) disse na sexta-feira que o software enganava reguladores na medição de emissões tóxicas, acrescentando que a Volkswagen poderia enfrentar multas de até 18 bilhões de dólar como resultado.

"Nós não toleramos e não vamos tolerar violações de qualquer tipo dos nossos regulamentos internos ou da lei", disse Winterkorn, acrescentando que a empresa estava cooperando plenamente com as agências relevantes.

Ele não deu detalhes de quem está encarregado do inquérito independente.

"Este não é um problema usual de 'recall', um erro na calibração ou mesmo uma falha de segurança grave", escreveram analistas da Bernstein, em nota no domingo. "Não há nenhuma maneira de colocar um lado otimista nisso, isso é realmente sério."

Cynthia Giles, uma agente da EPA, disse na sexta-feira que os carros em questão "continham software que desativava controles de emissões ao dirigir normalmente e os ligava quando o carro estava passando por um teste de emissões".

O recurso, que a EPA chamou de "dispositivo manipulador", mascara as verdadeiras emissões apenas durante o teste.

Quando os carros estão na rua, eles emitem até 40 vezes o nível de poluentes permitidos pelas regras de ar limpo destinadas a garantir a proteção da saúde pública, disse Giles.   Continuação...