PF prende operador ligado à Petrobras e executivo da Engevix na Lava Jato

segunda-feira, 21 de setembro de 2015 17:27 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira o lobista João Augusto Rezende Henriques, acusado de ser operador do PMDB e movimentar milhões de dólares em propina na área internacional da Petrobras, e o executivo da Engevix José Antunes Sobrinho, em nova etapa da operação Lava Jato.

Henriques foi denunciado em agosto deste ano com outras cinco pessoas pelo recebimento de propina para favorecer a contratação, em 2009, de empresa para afretamento de navio-sonda pela Petrobras, informou a PF em comunicado.

A Justiça Federal no Paraná determinou a prisão temporária de Henriques, que se entregou na Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, Henriques recebeu parte dos 31 milhões de dólares que foram repassados pela empresa chinesa TMT e por Hamylton Padilha, para o ex-diretor internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, para o ex-gerente da área internacional da estatal Eduardo Musa e para o PMDB.

Zelada, que já é réu na Lava Jato por suposto recebimento de propina na contratação de empresa para afretamento de navio-sonda, foi preso em fase anterior da Lava Jato denominada "Conexão Mônaco" por esconder recursos em contas no exterior em montante superior a 11,5 milhões de euros.

"Apura-se que pessoas tenham intermediado pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos no exterior,

em decorrência de contratos celebrados na Diretoria Internacional da Petrobras. Foi verificado que uma das empresas sediadas no Brasil recebeu cerca de 20 milhões de reais, entre 2007 e 2013, de empreiteiras já investigadas na operação sob a acusação de pagamento de propinas para obtenção de favorecimento em contratos com a estatal", disse a Polícia Federal em nota.

A Justiça já condenou outro operador que atuava na área internacional da Petrobras. Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, recebeu sentença de 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.  16/12/2014    REUTERS/Sergio Moraes