Fitch corta rating da CSN para "B+", perspectiva continua negativa

segunda-feira, 21 de setembro de 2015 16:01 BRT
 

(Reuters) - A agência de classificação de risco Fitch reduziu de "BB" para "B+" a nota da Companhia Siderúrgica Nacional, mantendo a perspectiva para a empresa em negativa, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.

A Fitch considerou para o corte uma visão pessimista para o preço do minério de ferro no longo prazo, que passou de 70 para cerca de 60 dólares a tonelada na avaliação da agência. "A este nível de preço, a companhia terá dificuldade para gerar fluxo de caixa livre mesmo se o investimento for mantido em nível suficiente apenas para manutenção."

As ações da CSN operavam estáveis às 15h53, cotadas a 5,75 reais, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 1,37 por cento.

A CSN terminou o segundo trimestre deste ano com uma relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 5,61 vezes ante 2,71 vezes no mesmo período de 2014.

A expansão da alavancagem veio com uma queda de 40 por cento no Ebitda ajustado do período, afetado em parte pelo recuo dos preços do minério de ferro, responsável por 26 por cento do Ebitda da empresa. A companhia desde então tem afirmado que está empenhada em vender ativos e renegociado com bancos vencimentos de dívidas de 2016 e 2017.

Segundo a agência, o fluxo de caixa da companhia em 2016 deve continuar pressionado, com a Fitch projetando 1 bilhão de reais negativos nessa linha. Para 2015 a projeção é de fluxo de caixa negativo em 3 bilhões de reais, com a alavancagem líquida subindo a 6,7 vezes.

A Fitch afirmou que apesar de acreditar que os ativos identificados para a venda pela CSN têm valor significativo, vai ser difícil monetizá-los ao valor máximo diante do atual ambiente econômico.

A agência citou como ativos identificados para venda o terminal de contêineres Tecon, no Rio de Janeiro, ativos de geração de energia, fatia da empresa na rival Usiminas de 14,13 por cento das ações ordinárias e de 20,68 por cento das ações preferenciais, e ações da transportadora ferroviária MRS.

A perspectiva da CSN poderá passar a "estável" quando a empresa concluir a criação da unidade de mineração Congonhas Minérios, formada pela mina Casa de Pedra e Namisa, afirmou a Fitch.

(Por Alberto Alerigi Jr.)