Dólar reduz alta com declaração de Cunha, após encostar em R$4

segunda-feira, 21 de setembro de 2015 16:24 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar reduziu o avanço nesta segunda-feira, após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmar que o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste dos servidores do Judiciário não deveria ser derrubado, atenuando um pouco as preocupações fiscais que haviam levado a moeda norte-americana a encostar na máxima histórica de 4 reais.

Às 16:22, o dólar avançava 0,52 por cento, a 3,9786 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana alcançou 3,9990 reais, segundo maior nível intradia na história.

"Se o veto de fato sobreviver ao Congresso, vai ser uma boa notícia em um mar de más notícias", resumiu o operador de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.

Segundo a Agência Estado, Cunha defendeu que não se derrube o veto presidencial ao reajuste dos servidores do Judiciário, após almoço com o vice-presidente da República, Michel Temer.

O mercado vem adotando estratégias mais defensivas, com medo de que o Congresso possa derrubar nesta semana vetos da Presidência a medidas que aumentam os gastos, dificultando o ajuste fiscal.

A perspectiva de possível perda do grau de investimento do Brasil por outras agências além da Standard & Poor's também dava força à apreensão.

"Não esperamos qualquer choque positivo à confiança ou reversão da situação de baixo crescimento e baixa confiança dos investidores", escreveu a estrategista para a América Latina do banco Jefferies, Siobhan Morden, em nota a clientes.

Na cena externa, declarações no fim de semana do presidente do Federal Reserve de San Francisco, John Williams, de que uma alta de juros ainda deve ser apropriada neste ano corroboravam a subida do dólar. Juros mais altos nos EUA podem atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.   Continuação...