Apreensão com cena política volta a pressionar e Bovespa cai 1,4%; Petrobras recua 4%

segunda-feira, 21 de setembro de 2015 18:17 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou a segunda-feira em queda, reflexo de posições defensivas frente a pauta política intensa prevista para a semana, conforme o panorama econômico, principalmente o futuro do ajuste fiscal, segue atrelado aos desdobramentos em Brasília.

Após manhã volátil com o vencimento de opções sobre ações, o Ibovespa caiu 1,43 por cento, a 46.590 pontos.

O giro financeiro, inflado pelo exercício de opções, somou 7,7 bilhões de reais.

A apreciação no Congresso Nacional de vetos presidenciais, inclusive o relativo ao reajuste de 53 e 78,56 por cento dos salários dos servidores do Judiciário, está entre os eventos dos próximos dias que mais preocupam investidores, uma vez que a derrubada dos mesmos teria um efeito nocivo para o ajuste fiscal.

Conforme destacou o Credit Suisse em nota a clientes, a derrubada do veto sobre o reajuste dos funcionários do Judiciário, por exemplo, anularia o tamanho dos cortes anunciados na semana passada.

Nesse contexto, declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no sentido de manter o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste de servidores do judiciário tiraram o Ibovespa da mínima do dia.

Também estão no radar o envio ao Congresso da medida que recria a CPMF, avaliada no mercado como essencial para o ajuste das contas públicas, e a aguardada reforma administrativa do governo da presidente Dilma Rousseff.

O quadro político nebuloso descolou o pregão brasileiro do movimento positivo em Wall Street, onde o S&P 500 fechou com ganho de 0,46 por cento, recuperando-se de perdas recentes após a manutenção dos juros pelo Federal Reserve.   Continuação...