24 de Setembro de 2015 / às 00:35 / 2 anos atrás

Conselho da Petrobras aprova licença de Ferreira; votação teve 1 abstenção

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a licença do presidente do Conselho, Murilo Ferreira, após o executivo ter pedido para se ausentar do cargo até 30 de novembro devido a razões pessoais, mas a aprovação não foi unânime, devido à abstenção de um conselheiro.

De acordo com ata de reunião publicada nesta quarta-feira, o conselheiro Deyvid Souza Bacelar da Silva se absteve da votação, declarando em seu voto que Ferreira “foi muito prudente em seu voto com relação à abertura de capital da BR Distribuidora” e que o executivo “poderia ajudar o colegiado (da empresa) na condução da mudança na estrutura organizacional da Petrobras”.

No entanto, como a licença foi pedida por motivos pessoais, o conselheiro declarou “não haver o que questionar acerca dessa decisão”, segundo a ata.

Na segunda-feira, o presidente-executivo da Petrobras, Aldemir Bendine, disse esperar que Ferreira retorne para a presidência do Conselho da companhia, tentando afastar especulações sobre sua saída.

A licença de Ferreira foi anunciada no dia 14 pela Petrobras, que não deu mais detalhes sobre os motivos da decisão. No mesmo dia, uma fonte disse à Reuters que o pedido de licença não estava relacionado às discussões sobre a abertura de capital da BR Distribuidora.

Segundo a fonte, Ferreira vai aproveitar a licença até o fim de novembro para focar na Vale, que enfrenta turbulências com a desaceleração da economia da China.

Ferreira, que também ocupa o posto de presidente-executivo da mineradora Vale, tem discordado da forma como estão sendo conduzidas algumas questões na petroleira.

O Conselho também aprovou a licença do suplente de Ferreira, Clovis Torres Junior, até 30 de novembro, e a nomeação do conselheiro Luiz Nelson Guedes de Carvalho para exercer as funções de presidente do Conselho. O conselheiro Deyvid Souza Bacelar da Silva também se absteve dessa votação.

”A decisão de um novo nome para presidir o Conselho exige uma reflexão mais ampla e madura, dada a responsabilidade de dirigir, mesmo que temporariamente, a maior empresa do país“, declarou em seu voto. ”Cabe, por exemplo, compreender os

motivos que justificaram a licença do atual presidente”, completou.

Por Luciana Bruno

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