Governo adia para 6 de novembro leilão de hidrelétricas existentes

quinta-feira, 24 de setembro de 2015 17:17 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério de Minas e Energia adiou para 6 de novembro o leilão de hidrelétricas existentes anteriormente agendado para 30 de outubro, com o qual o governo pretende arrecadar 17 bilhões de reais, sendo 11 bilhões ainda neste ano.

A mudança visa a obtenção de tempo para atender exigências do Tribunal de Contas da União (TCU), que precisa aprovar previamente o edital da licitação, afirmou nesta quinta-feira a assessoria de imprensa da pasta.

Mais cedo nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia admitido que o leilão e outras medidas do governo para arrecadar recursos, como as ofertas de ações da Caixa Seguridade e do IRB Brasil, poderiam ser adiados devido às "condições de mercado".

Segundo o ministério, deverá haver também alteração na configuração dos lotes de usinas a serem ofertados no leilão para os investidores.

O certame oferecerá a concessão de 29 hidrelétricas, divididas em lotes, com a cobrança de um bônus de outorga para os vencedores.

Leva cada lote de usinas a empresa que apresentar a menor proposta de tarifa para os consumidores de energia.

Os bônus pagos pelas novas concessionárias terão remuneração por taxa real de 9 por cento, segundo o que foi estabelecido pelo governo.

As empresas ainda poderão comercializar até 30 por cento da produção das usinas no mercado livre de eletricidade a partir de 2017, a preços maiores que os praticados na venda para os consumidores.

A taxa de retorno foi vista como atraente por consultorias ouvidas pela Reuters, mas ainda há dúvidas entre as empresas sobre como levantar os recursos para pagamento das bonificações.   Continuação...