24 de Setembro de 2015 / às 22:09 / 2 anos atrás

Petrobras vai elevar preço do gás LP em 12% a partir de sexta, diz Sindigás

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras vai aumentar em 12 por cento o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para consumo industrial e comercial nas refinarias em todo o Brasil, a partir da 0h de sexta-feira, informou nesta quinta-feira o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás).

O aumento, dessa vez, será aplicado exclusivamente ao gás que é envasado em embalagens acima de 13 kg. O último aumento desse produto aconteceu em dezembro do ano passado, quando a Petrobras subiu os preços em 15 por cento.

"Nós fomos pegos de surpresa", afirmou o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, em entrevista à Reuters.

Em 1º de setembro, a petroleira estatal havia reajustado o preço do GLP envasado em embalagens de até 13 kg em 15 por cento, em aumento que não acontecia desde 2002.

Como o reajuste de preços é nas refinarias, a alta aos consumidores pode ser diferenciada, dependendo de fatores de mercado, custos, logística e distribuição.

Procurada, a estatal não comentou o assunto imediatamente.

IMPACTOS NO MERCADO

Cálculos do Sindigás apontam que os preços do GLP envasado em embalagens acima de 13 kg serão, a partir de sexta, cerca de 58 por cento mais altos do que os pagos pela Petrobras ao importar o produto, disse Bandeira de Mello, indicando que a estatal deverá elevar suas margens.

Isso porque o gás envasado em embalagens acima de 13 kg será vendido às distribuidoras do produto por 1.780 reais por tonelada, enquanto a petroleira pratica na importação atualmente cerca de 1.122 reais a tonelada, segundo estimativas do Sindigás.

A conta foi feita considerando 1 dólar a 4,15 reais.

"Por que esse aumento se faz necessário hoje, honestamente, a gente não conseguiu ainda entender", disse Bandeira de Mello.

Apesar disso, o presidente do Sindigás ponderou que o GLP no Brasil permanece competitivo.

"O produto continua extremamente competitivo em relação a outros energéticos, a gente não está perdendo competitividade nem com energia elétrica, nem com gás natural", destacou.

O Brasil consome, atualmente, cerca de 7,4 milhões de toneladas de GLP por ano. Desse montante, aproximadamente 25 por cento são importados e o restante é produzido no Brasil.

O consumo industrial é responsável por 29 por cento da demanda, explicou Bandeira de Mello.

Outra distorção, na avaliação do presidente do Sindigás, é que o preço do GLP envasado em embalagens de até 13 kg é atualmente de 1.010 reais por tonelada, ou cerca de 76 por cento mais barato do que o envasado em embalagens maiores.

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