Crescimento do PIB dos EUA no 2º tri é revisado para cima, a 3,9%

sexta-feira, 25 de setembro de 2015 10:49 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A economia norte-americana expandiu mais do que estimado anteriormente no segundo trimestre devido a gastos do consumidor e setor de construção mais fortes, na segunda revisão consecutiva para cima.

O Departamento do Comércio informou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu ao ritmo anual de 3,9 por cento no trimestre entre abril e junho, acima do ritmo de 3,7 por cento divulgado no mês passado.

A alta, que superou as expectativa de que ficaria inalterada em 3,7 por cento em pesquisa da Reuters para a terceira leitura do crescimento econômico do 2º trimestre, foi provocada pelo crescimento dos gastos do consumidor, sobretudo em serviços como assistência médica e transporte.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, foram revisados para cima a um ritmo de crescimento de 3,6 por cento, ante a taxa de 3,1 por cento divulgada em agosto, impulsionados pela gasolina barata e os preços relativamente mais altos das moradias, melhorando o patrimônio das famílias.

Os dados revisados dos gastos da construção também ajudaram a elevar o PIB, com o investimento fixo não residencial com expansão de 4,1 por cento no trimestre.

Os lucros corporativos depois de impostos também foram mais fortes no segundo trimestre do que projetado anteriormente. Os lucros depois de impostos com ajustes de valorização de estoques e consumo de capital mostraram alta de 2,6 por cento, ante 1,3 por cento divulgado mês passado, recuperando-se da queda no final de 2014 e início de 2015.

Os dados dão sustentação aos argumentos de que a economia norte-americana pode estar ganhando força suficiente para lidar com um aumento da taxa de juros ante as mínimas recordes atuais.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deixou a taxa de juros inalterada na última semana, mas a chair do Fed, Janet Yellen, manteve a porta aberta para uma elevação dos juros ainda neste ano em um discurso na quinta-feira, desde que a inflação permaneça estável e o crescimento seja forte o suficiente para impulsionar o emprego.

Para mais informações, veja a matéria em inglês:

(Por Krista Hughes)

 
Funcionários trabalhando em construção, um dos setores que mais fortes no último trimestre, na Califórnia.   28/07/2015  REUTERS/Mike Blake