Safra de soja do Brasil 2015/16 deverá crescer 3,4% para 99,5 mi t, aponta pesquisa

sexta-feira, 25 de setembro de 2015 15:44 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - A safra brasileira de soja 2015/16, que está sendo plantada e será colhida no primeiro semestre do ano que vem, deverá alcançar 99,5 milhões de toneladas, com uma alta de 3,4 por cento ante 2014/15, menor crescimento em quatro temporadas, mostrou nesta sexta-feira uma pesquisa da Reuters.

A projeção é uma média de 14 estimativas de consultorias, empresas e órgãos do setor, com previsões que variaram entre 97 milhões e 102 milhões de toneladas, com o menor crescimento da área plantada em relação aos últimos anos, num cenário de preços mais baixos no mercado internacional.

Em 2014/15, o Brasil colheu 96,2 milhões de toneladas, o que representou um avanço de quase 12 por cento ante a safra anterior, segundo dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

"Mesmo no cenário de incertezas políticas e no mercado financeiro, o produtor vai plantar. Ele não sabe fazer outra coisa, não vai deixar dinheiro em banco ou no colchão. Ele vai produzir", disse o analista Flávio França Jr., da França Junior Consultoria.

O período com plantio autorizado em importantes Estados produtores como Mato Grosso e Paraná começou em 15 de setembro, mas os primeiros dias da temporada foram marcados por bastante cautela dos produtores, devido a uma escassez de chuvas.

Em Mato Grosso, as precipitações ainda não chegaram com força, o que deve ocorrer apenas a partir da semana que vem, permitindo uma aceleração do plantio.

No Paraná, contudo, as chuvas já chegaram e o plantio ganhou ritmo. Segundo o relatório mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), 5 por cento da área de soja do Estado já está semeada.

A temporada 2015/16 será marcada por uma forte incidência do fenômeno climático El Niño, que de maneira geral favorece o desenvolvimento das lavouras do Centro-Oeste e do Sul do Brasil, com chuvas em bons volumes, e prejudica os produtores do Nordeste, que deverão enfrentar um período mais seco que a média.   Continuação...