Eletrobras pede mais prazo e tarifa 80% maior para usina nuclear Angra 3

segunda-feira, 28 de setembro de 2015 13:54 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A Eletronuclear, subsidiária da estatal brasileira de energia Eletrobras, pretende obter um prazo extra para a construção da usina nuclear de Angra 3, iniciada nos anos 80, além de pleitear uma elevação no preço de venda da energia em 80 por cento e mais cinco anos para explorar o projeto, com extensão do período de concessão.

O pleito da estatal, que alega que o empreendimento enfrenta "desequilíbrio econômico e financeiro", será analisado em reunião de diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na terça-feira.

O órgão regulador, no entanto, deverá encaminhar a decisão sobre o tema para o Ministério de Minas e Energia, de acordo com nota técnica à qual a Reuters teve acesso.

Segundo esse documento, a Eletronuclear quer deslocar a data de início de operação da usina para dezembro de 2018, ante a previsão contratual de janeiro de 2016, além de pedir 40 anos para exploração do empreendimento, contra os 35 anos definidos inicialmente.

A empresa quer também um reajuste do preço da energia para 267,95 reais por megawatt-hora, ante 148,65 reais por megawatt-hora.

A estatal afirma que os pedidos devem-se a fatores como a demora na obtenção de licenças para o projeto, uma greve nas obras em 2014, problemas na licitação de serviços de montagem da usina e dificuldades de financiamento.

Dentre esses motivos, a análise dos técnicos da Aneel apontou que apenas os entraves de financiamento poderiam ser considerados como justificativa para um eventual perdão do atraso.

Os técnicos da agência reguladora, no entanto, pedem que os pleitos da Eletronuclear sejam encaminhados ao Ministério de Minas e Energia, uma vez que o contrato de venda de energia de Angra 3 prevê que a pasta deve aprovar previamente qualquer alteração no documento.   Continuação...