28 de Setembro de 2015 / às 21:20 / 2 anos atrás

Bovespa cai 1,95% por exterior e fecha no menor patamar em mais de 6 anos

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira, atingindo o menor patamar em quase seis anos e meio, na sétima sessão de perdas, em meio ao declínio de commodities e das bolsas no exterior, além de persistentes preocupações com o cenário político e econômico do país.

O Ibovespa caiu 1,95 por cento, a 43.956 pontos, menor patamar de fechamento desde abril de 2009, e acumulando nos últimos sete pregões recuo de 9,5 por cento.

O giro financeiro totalizou apenas 5,4 bilhões de reais, abaixo da média diária de setembro, de 7,1 bilhões de reais.

Preocupações com a saúde econômica da China voltaram a minar mercados globais neste início de semana, após dados mostrarem que os lucros das empresas industriais da China tiveram em agosto a maior queda em quatro anos, de 8,8 por cento na comparação anual.

Em Wall Street, o índice S&P 500 caiu 2,57 por cento, também pressionado por números sobre gasto do consumidor norte-americano e declarações de um dirigente regional do Federal Reserve endossando expectativas de alta dos juros pelo banco central dos Estados Unidos neste ano.

Do quadro doméstico, pesquisa Focus do Banco Central mostrou nova revisão para cima nas expectativas de inflação para 2015 e 2016 e para baixo nas estimativas para o PIB, bem como aumento nas projeções para o dólar no final deste ano.

No caso do câmbio, a grande preocupação é com o impacto da depreciação do real para as empresas endividadas em moeda estrangeira, já que o aumento do custo da dívida pode reduzir o fluxo de caixa e a disponibilidade de recursos para investimentos. E nesta sessão o dólar avançou mais de 3 por cento, fechando no patamar de 4,10 reais.

A situação política também persiste no radar, com investidores atentos ao anúncio da reforma ministerial e à retomada da apreciação de vetos presidenciais pelo Congresso, ambos previstos para esta semana.

DESTAQUES

=VALE fechou com queda de mais de 7 por cento nas duas classes de ações, em meio ao declínio dos preços do minério de ferro na China. Ações de outras mineradoras no exterior também recuaram, pressionadas por relatório da Investec que levantou dúvidas sobre o nível de preço das ações da trading de commodities Glencore, caso os preços à vista dos metais não melhore.

=PETROBRAS recuou 5,57 por cento nas preferenciais, que fecharam no menor nível desde maio de 2004, a 6,44 reais, seguindo a fraqueza dos preços do petróleo e também pela alta do dólar no mercado doméstico, que piora o quadro já complicado de endividamento da estatal.

=BRADESCO fechou em queda de 2,49 por cento, em sessão de fortes perdas do setor bancário, embora ITAÚ UNIBANCO tenha praticamente anulado as perdas no final da sessão e encerrado com variação negativa de 0,08 por cento. O Bank of America Merrill Lynch divulgou relatório revisando estimativas para bancos brasileiros, no qual rebaixou a recomendação de Bradesco para “neutra”, mas manteve Itaú Unibanco com “compra”. BANCO DO BRASIL, que teve a recomendação pelo BofA ML mantida em “neutra”, caiu 4,98 por cento e SANTANDER BRASIL, que seguiu como “underperform”, recuou 2,14 por cento.

=CIELO perdeu 3,48 por cento, após o Banco Central divulgar no final da sexta-feira que adotou novas regras para fomentar a competição no mercado de meios de pagamento, determinando que arranjos fechados para as modalidades de crédito e débito só poderão existir quando tiverem giro anual inferior a 20 bilhões de reais. Também pesou notícia, publicada no jornal O Estado de S.Paulo, de que o banqueiro Joseph Safra está se preparando para entrar no segmento de meios de pagamentos, conhecido como “adquirência”.

=EMBRAER fechou em alta de 0,71 por cento, entre os maiores ganhos do Ibovespa, amparada no avanço do dólar ante o real.

=MARISA LOJAS, que não faz parte do Ibovespa, terminou com acréscimo de 0,72 por cento, após anunciar decisão de encerrar operações com venda direta para reduzir custos, em meio à deterioração do cenário econômico atual.

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