Desemprego no Brasil vai a 8,6% no tri até julho e renova máxima com maior procura

terça-feira, 29 de setembro de 2015 10:39 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego do Brasil subiu a 8,6 por cento no trimestre encerrado em julho, renovando o nível mais alto da série histórica iniciada em 2012, devido a mais um aumento do número de pessoas em busca de uma vaga em meio à recessão e inflação alta no país.

Esta é a terceira vez seguida que a taxa medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua registra patamar histórico, tendo chegado a 8,3 por cento no segundo trimestre. No trimestre encerrado em julho no ano passado a taxa de desemprego foi de 6,9 por cento.[nL1N1100JZ]

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira que nos três meses até julho a população desocupada, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, mostrou alta de 7,4 por cento frente ao trimestre imediatamente anterior, chegando a 8,622 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período de 2014, houve aumento de 26,6 por cento no número de desocupados.

Com o cenário de profunda fraqueza econômica e baixa confiança afetando as empresas, a população ocupada ficou estável nos três meses até julho, em 92,185 milhões de pessoas. Mas ante o mesmo período do ano anterior subiu 0,3 por cento.

"A população em idade de trabalhar vem crescendo num ritmo mais forte que a ocupação. Ou seja, muitas pessoas estão sendo empurradas para a fila do desemprego", destacou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.

O nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação àquela em idade de trabalhar, recuou para 56,1 por cento no trimestre até julho, menor nível da série, ante 56,3 por cento nos três meses até abril.

O IBGE usa a comparação com o trimestre imediatamente anterior ao período anunciado para evitar repetição de dados.

"As pessoas estão buscando alternativas, montando seus pequenos negócios, trabalhando como informal. O eixo familiar está sendo deslocado para buscar uma oportunidade", completou Azeredo.   Continuação...

 
Candidatos preenchendo vagas para emprego em São Paulo.  11/05/2015  REUTERS/Paulo Whitaker