Medidas de ajuste não terão sucesso se vetos caírem, diz líder do governo na Câmara

terça-feira, 29 de setembro de 2015 17:18 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - As medidas do pacote fiscal apresentado pelo governo federal para ajustar as contas públicas “não terão sucesso nenhum” sem a manutenção dos vetos da Presidência da República a projetos que aumentam as despesas públicas, como o que barra o reajuste aos servidores do Judiciário, disse nesta terça-feira o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

O Congresso Nacional deve retomar na quarta-feira a sessão de análise dos vetos presidenciais. Na semana passada, foram mantidos vetos a uma medida que isentava o óleo diesel de PIS/Cofins e outra que alterava o mecanismo do fator previdenciário.

Entretanto, ao menos dois dos vetos da presidente Dilma Rousseff mais polêmicos acabaram não sendo analisados na sessão que avançou na madrugada da quarta-feira passada: o que barra o reajuste de até 78,6 por cento aos servidores do Judiciário e outro que impede a extensão das regra de reajuste do salário mínimo a todos os aposentados.

“Manter os vetos passou a ser uma questão essencial para o país. Passou a ter um forte impacto na política e na economia”, disse Guimarães. “A prioridade das prioridades é mantermos os vetos”, completou.

Guimarães disse que não haverá nenhum movimento por parte do governo para esvaziar a sessão dos vetos, prevista para começar às 11h30 de quarta-feira.

Segundo estimativas da equipe econômica, se derrubado, o veto ao reajuste do Judiciário vai gerar gastos de 36 bilhões de reais até 2019, enquanto a eventual queda do veto à extensão da política de reajuste do salário mínimo a todos os aposentados terá impacto de 11 bilhões de reais até 2019.

FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

Guimarães disse ainda que a Dilma deve se manifestar a qualquer momento sobre o texto da reforma política que foi a sanção. “A qualquer momento deve ocorrer a publicação dos vetos ou não vetos à lei”, disse.   Continuação...

 
Visão geral do plenário da Câmara dos Deputados. 03/12/2015. REUTERS/Ueslei Marcelino