30 de Setembro de 2015 / às 13:26 / em 2 anos

REPERCUSSÃO-Petrobras reajusta preços do diesel e da gasolina

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou na noite de terça-feira aumento de 6 por cento nos preços da gasolina e de 4 por cento no diesel nas refinarias a partir desta quarta-feira, no primeiro reajuste desses combustíveis da atual diretoria, num momento em que a forte alta do dólar frente ao real impacta custos de importação e eleva o endividamento em moeda estrangeira da companhia.

Veja a seguir comentários de especialistas sobre o assunto:

DAVI ZYLBERSZTAJN, EX-DIRETOR-GERAL DA ANP E SÓCIO-DIRETOR DA DZ NEGÓCIOS COM ENGENHARIA

“Esse reajuste é pequeno e demorou para vir, a Petrobras está em uma situação dramática... Como empresa, ela não tinha outra alternativa e devia ter reajustado antes... Eu acho esse reajuste modesto, a gasolina já vinha perdendo (na defasagem) há algum tempo e agora a empresa está correndo atrás. Ameniza a dor do paciente, mas não resolve o problema.”

ADRIANO PIRES, DIRETOR DO CENTRO BRASILEIRO DE INFRAESTRUTURA (CBIE)

“A conclusão, a dúvida que existia, se aumenta a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) ou o combustível na refinaria, o governo teve o bom senso. É um aumento muito pequeno, gera mais receita... mas para ser excelente para o mercado tinha que ser 10 a 12 por cento, e não foi dado isso, pode ser que esse aumento pequeno signifique que daqui a duas semanas venha o aumento da Cide. Porque o governo precisa arrecadar...”

AURÉLIO AMARAL, SUPERINTENDENTE DE ABASTECIMENTO DA AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS (ANP)

“O consumidor é sempre reativo ao aumento do preço, o que pode acontecer agora é aumentar ainda mais a demanda do etanol... O mercado (de combustíveis) já está caindo, é possível que se retraia um pouco mais... (Com o reajuste) devemos observar um aumento da competitividade do etanol, principalmente nos Estados onde a paridade (entre os dois combustíveis) ajuda.”

CÉSAR GUIMARÃES, DIRETOR DE MERCADO DO SINDICOM (SINDICATO DE DISTRIBUIDORAS DE COMBUSTÍVEIS)

“Não vamos fazer cálculos sobre o impacto do reajuste no mercado porque isso irá depender do comportamento de cada distribuidora... Não acredito que a alta dos preços terá um impacto muito grande na demanda por combustíveis...”

JOÃO PAULO BOTELHO, ANALISTA DE AÇÚCAR E ETANOL DA INTL FCSTONE

“Acho que é importante, direção da Petrobras está querendo buscar rentabilidade da empresa, já estávamos ouvindo que investidores estavam exigindo uma política que permitisse rentabilidade no longo prazo, para justificar financiamento da empresa, e parece que diretoria está comprometida mesmo com essa visão. Muito importante.... Acredito em impacto imediato (nos preços do etanol), já era semana em que esperávamos com oferta um pouco menor por causa de compras grandes semana passada de distribuidoras...”

CAIO CARVALHO, DIRETOR DA CONSULTORIA CANAPLAN E PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO AGRONEGÓCIO (ABAG)

“Vejo em primeiro lugar, primeiro olhar, de fato o aumento tem claro direcionamento que é a Petrobras, claramente direcionamento para a empresa, que indiretamente levanta o teto para o etanol, é pouco, mas levanta. Nitidamente é política pública para a Petrobras, que tem reflexo indireto positivo para o etanol.”

ANDRÉ BRAZ, ECONOMISTA DO IBRE/FGV

“O peso do reajuste não é repassado integralmente para os consumidores... Para que o diesel tivesse algum efeito relevante sobre a inflação seria necessário um reajuste de, no mínimo, 5 por cento”

Por Marta Nogueira e Marcelo Teixeira

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