Balança comercial brasileira tem melhor setembro desde 2011 com queda nas importações

quinta-feira, 1 de outubro de 2015 17:47 BRT
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 2,944 bilhões de dólares em setembro, melhor marca para o mês em quatro anos, consolidando uma das poucas frentes em que o país tem registrado dados positivos.

O resultado veio acima da expectativa de 2,4 bilhões de dólares apontada em pesquisa Reuters com economistas, ajudando o superávit no acumulado do ano a alcançar 10,246 bilhões de dólares, o mais alto para o período de janeiro a setembro desde 2012, quando o saldo ficou positivo em 15,695 bilhões de dólares.

O desempenho, contudo, segue refletindo a deterioração econômica, com as importações recuando mais do que as exportações.

As importações recuaram 32,7 por cento em setembro pela média diária, ante o mesmo mês do ano passado, para 13,204 bilhões de dólares, ao passo que o recuo nas exportações na mesma base foi de 13,8 por cento, a 16,148 bilhões de dólares.

No acumulado do ano até setembro, as exportações recuaram 16,3 por cento, a 144,495 bilhões de dólares, enquanto as importações caíram 22,6 por cento ante o mesmo período do ano passado, a 134,249 bilhões de dólares.

Respondendo à essa dinâmica mas também à expressiva derrocada no preço do petróleo, a conta de petróleo e derivados ficou negativa nos primeiros nove meses do ano em 3,555 bilhões de dólares, expressiva redução ante o déficit de 12,884 bilhões de dólares de janeiro a setembro de 2014.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, estimou que o superávit no ano chegará a cerca de 15 bilhões de dólares, ante estimativa anterior de saldo positivo de 12 bilhões de dólares.

A balança comercial no azul vem diminuindo o déficit brasileiro em conta corrente, apesar da vertiginosa queda de preços de importantes commodities para a pauta comercial brasileira continuar ofuscando o aumento dos volumes exportados.   Continuação...

 
Ministro Armando Monteiro, em Brasília. 3/3/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino