Criação de vagas nos EUA perde força nos últimos 2 meses e levanta dúvidas sobre economia

sexta-feira, 2 de outubro de 2015 09:53 BRT
 

Por Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - Os empregadores dos Estados Unidos reduziram as contratações nos últimos dois meses e os salários caíram em setembro, levantando novas dúvidas de que a economia está forte o suficiente para o Federal Reserve, banco central do país, elevar a taxa de juros até o final deste ano.

A criação de vagas fora do setor agrícola foi de 142 mil no mês passado e os dados de agosto foram fortemente revisados para baixo para mostrar aumento de apenas 136 mil, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

Esses números marcaram o menor ganho em dois meses no emprego em mais de um ano e podem alimentar temores de que a desaceleração econômica mundial liderada pela China está minando a força dos Estados Unidos.

Pesquisa Reuters com especialistas mostrou que a expectativa era de abertura de 203 mil vagas em setembro nos Estados Unidos.

A indústria norte-americana, sentindo o esfriamento global, perdeu 9 mil postos de trabalho em setembro após já ter cortado outros 18 mil em agosto.

O ritmo recente do crescimento do emprego deve ser suficiente para empurrar a taxa de desemprego para baixo porque apenas cerca de 100 mil vagas são necessárias por mês para acompanhar o crescimento populacional.

Mas a taxa de desemprego manteve-se em 5,1 por cento. A taxa de desemprego é derivada de pesquisa separada sobre famílias que mostrou 350 mil trabalhadores deixando a força de trabalho no último mês.

A renda média por hora caiu em 0,01 dólar, para 25,09 dólares, durante o mês passado e estava apenas 2,2 por cento acima do nível do mesmo período do ano passado, apontando para pressões inflacionárias marginais.