Criação de vagas nos EUA perde força e levanta dúvidas sobre economia

sexta-feira, 2 de outubro de 2015 11:08 BRT
 

Por Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - Os empregadores dos Estados Unidos reduziram as contratações nos últimos dois meses e os salários caíram em setembro, levantando novas dúvidas de que a economia está forte o suficiente para o Federal Reserve, banco central do país, elevar a taxa de juros até o final deste ano.

A criação de vagas fora do setor agrícola foi de 142 mil no mês passado e os dados de agosto foram fortemente revisados para baixo para mostrar aumento de apenas 136 mil, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

Esses números marcaram o menor ganho em dois meses no emprego em mais de um ano e podem alimentar temores de que a desaceleração econômica mundial liderada pela China está minando a força dos EUA.

Pesquisa da Reuters com especialistas mostrou que a expectativa era de abertura de 203 mil vagas em setembro nos Estados Unidos.

A indústria norte-americana, sentindo o esfriamento global, perdeu 9 mil postos de trabalho em setembro após já ter cortado outros 18 mil em agosto.

O ritmo recente do crescimento do emprego deveria ser suficiente para reduzir a taxa de desemprego porque apenas cerca de 100 mil vagas são necessárias por mês para acompanhar o crescimento populacional.

Mas a taxa de desemprego manteve-se em 5,1 por cento. A taxa de desemprego é derivada de pesquisa separada sobre famílias, que mostrou 350 mil trabalhadores deixando a força de trabalho no último mês, assim como um menor nível de emprego.

A parcela da população que compõe a força de trabalho, que inclui aqueles que têm um emprego ou estão procurando por um, caiu para 62,4 por cento, o menor nível desde 1977.   Continuação...

 
Recrutador da polícia de Sacramento conversa com pessoa em busca de emprego em feira de trabalhos em San Francisco. 25/08/2015 REUTERS/Robert Galbraith