Fusão com Nordex fortalece Acciona no mercado eólico brasileiro, diz diretor

quarta-feira, 7 de outubro de 2015 14:24 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante espanhola de turbinas eólicas Acciona Windpower acredita que a fusão com a alemã Nordex, anunciada nesta semana, fortalecerá sua posição no mercado brasileiro, onde a competição deve ser acirrada nos próximos anos, afirmou à Reuters o diretor Christiano Forman.

O executivo lembrou que as empresas terão pela frente um grande rival, formado pela aquisição da unidade de energia da francesa Alstom pela norte-americana GE, aprovada recentemente pelas autoridades dos EUA e da Europa.

"Com a fusão entre GE e Alstom criando um líder de mercado, o fato de a Acciona fazer parte de uma organização maior, com mais recursos para investir e com mais presença global, com certeza melhora o posicionamento da empresa para continuar crescendo no mercado brasileiro", afirmou Forman.

Com cerca de 1,2 gigawatt em contratos de fornecimento de turbinas eólicas fechados no Brasil, a Acciona aparece atrás de GE, Alstom e da alemã Wobben Enercon em participação de mercado no país, segundo dados compilados pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Segundo Forman, essa forte atuação da empresa no Brasil foi um dos fatores que pesaram na operação com a Nordex, que abrirá novos mercados para a companhia resultante da união entre os grupos.

"Quando você olha as duas empresas, a Nordex tem bastante sucesso em vendas na Europa, enquanto a Acciona tem a maior parte das vendas nas Américas -- Brasil, Estados Unidos e México. Essa complementaridade foi fundamental para a lógica da transação", explicou Forman.

A Acciona possui no Brasil capacidade anual para produção de equipamentos para geração de 300 megawatts, mas já trabalha em uma expansão para 450 megawatts, que deverá estar concluída até o final desde ano.

Forman adiantou que a empresa está preparada para uma expansão adicional, para 600 megawatts, mas disse que o movimento dependeria da capacidade dos fornecedores de outros equipamentos que fazem parte da cadeia produtiva da energia eólica.   Continuação...