Exportações de açúcar do Brasil tomam parcela de mercado da Tailândia na Ásia

quinta-feira, 8 de outubro de 2015 14:59 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O açúcar branco brasileiro está tomando o lugar das exportações tailandesas em alguns mercados da Ásia por causa do frete marítimo global barato e em um momento de oferta restrita da Tailândia, disseram operadores europeus nesta quinta-feira.

Eles afirmaram que as ofertas de açúcar refinado da Índia também estão levando vantagem com a diminuição da disponibilidade do açúcar branco da Tailândia, esgotada pela vigorosa demanda chinesa.

Operadores comentaram sobre vigorosos embarques de açúcar branco para a China e outros destinos asiáticos e disseram que a demanda chinesa por açúcar branco não mostrava sinais de queda, apesar do último rali nos contratos futuros do açúcar, impulsionado pelo mercado de açúcar bruto.

Os contratos futuros de açúcar se elevaram para máximas de quase seis semanas por causa do tempo úmido no Brasil, o maior produtor, dificultando a colheita da cana, e pelo recente aumento do preço da gasolina, que está impulsionando a previsão de demanda por etanol para veículos flex.

Além disso, revisões para maior na projeção de déficit de açúcar global em 2015/2016 por alguns analistas contribuíram para uma perspectiva de mercado altista, aumentando as perspectivas para uma mudança no ciclo para déficit, após anos de excesso de oferta, disseram operadores.

Alguns mercados do Extremo Oriente, que preferem o açúcar de alta qualidade da Tailândia, aguardarão a nova safra tailandesa começar no início de janeiro. Mas, em mercados preparados para aceitar um açúcar de menor qualidade, os carregamentos brasileiros estão encontrando compradores, beneficiando-se de fretes competitivos para longas distâncias.

Os operadores também disseram que não esperam que a Índia renove licenças de exportação de maneira iminente, para a atual temporada, e apostaram que o mercado futuro de açúcar bruto precisaria de uma recuperação para 17 centavos de dólar a libra para impulsionar vendas da Índia sem subsídios.

(Por David Brough) ((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723)) REUTERS NS LC