Levy diz ter apoio de Dilma e que não deixará o cargo

sábado, 10 de outubro de 2015 19:35 BRT
 

LIMA (Reuters) - O ministro das Fazenda, Joaquim Levy, disse à Reuters neste sábado que a presidente Dilma Rousseff expressou pessoalmente seu apoio a ele e que pretende permanecer no cargo o quanto for necessário para tirar a economia da lentidão.

    Especulação do mercado de que Levy estaria considerando deixar o cargo adicionou combustível a uma crise política e econômica que influenciou na queda do real ante o dólar nas últimas semanas <BLR => e levantou as taxas de juros futuras.

    "Eu tenho esse apoio. Não é uma questão de sentir, é manifesto", disse Levy à margem de reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional no Peru". "Há inúmeras manifestações desse apoio".

   Levy disse que Dilma está fazendo o possível para avançar com o ajuste fiscal, que vem sendo criticado por congressistas. Segundo ele, Dilma está empenhada em alcançar o superávit primário de 0,7 por cento do Produto Interno Bruto em 2016.

Dilma está tentando desfazer uma série de erros de política durante seu primeiro mandato que ajudou a afundar a economia em sua pior recessão em 25 anos.

    A divisão ideológica entre Dilma e Levy levantou dúvidas sobre se os dois podem chegar a um acordo sobre um plano para promover a retomada da economia.

    Mas muitos investidores acreditam que a influência de Levy no governo está diminuindo porque ele não conseguiu convencer Dilma a adotar um plano de ajuste fiscal mais severo.

    Levy tem sido criticado publicamente por parlamentares do PT, partido de Dilma, e pedem sua demissão.

Levy disse que nunca pensou em deixar o Ministério.   Continuação...