Britânico Angus Deaton conquista Nobel de Economia por trabalho sobre consumo e pobreza

segunda-feira, 12 de outubro de 2015 14:12 BRT
 

Por Daniel Dickson e Anna Ringstrom

ESTOCOLMO (Reuters) - Nascido na Grã-Bretanha, o economista Angus Deaton conquistou o Prêmio Nobel de Economia de 2015 por seu trabalho sobre consumo, pobreza e bem estar, que ajudou governos a melhorar suas políticas por meio de ferramentas como pesquisas residenciais e alterações tributárias.

A Academia Real de Ciências da Suécia disse que o trabalho do microeconomista tem tido grande influência na formulação de políticas públicas, auxiliando, por exemplo, a determinar como grupos sociais diferentes são afetados por mudanças específicas em tributação.

"Para conceber políticas econômicas que estimulam o bem-estar social e reduzem a pobreza, precisamos primeiramente entender as escolhas de consumo individuais", afirmou o organismo que concede a honraria ao anunciar o prêmio de 978 mil dólares.

"Mais do que qualquer um, Angus Deaton acentuou esta compreensão", declarou.

Deaton, de 69 anos, foi pioneiro no uso de dados obtidos em pesquisas residenciais em países em desenvolvimento, especialmente dados sobre consumo, para medir padrões de vida e de pobreza, segundo a academia.

Deaton analisa o desenvolvimento econômico pelo ponto de vista do consumo, ao invés da renda, escreveu Tyler Cowen, professor de economia da Universidade de George Mason e blogueiro.

"Pensem em Deaton como um economista que olha mais de perto o que os lares pobres consomem para ter uma ideia melhor de seus padrões de vida e de possíveis caminhos para o desenvolvimento econômico", opinou Cowen no blog Marginal Revolution.

"Penso nisto como um prêmio para o empirismo, a importância do desenvolvimento econômico, e indiretamente como um prêmio para a história econômica", afirmou Cowen.

Em seus primeiros comentários públicos depois que recebeu o Prêmio Nobel, Deaton declarou que, embora a pobreza extrema tenha diminuído drasticamente nos últimos 20 a 30 anos e ele espere que essa tendência se mantenha, não quer parecer um "otimista cego".