Membros do BC dos EUA mantêm eventual alta do juro em dezembro sob holofotes

segunda-feira, 12 de outubro de 2015 17:00 BRT
 

Por Ann Saphir e Lindsay Dunsmuir

CHICAGO/ORLANDO (Reuters) - Dois membros do Federal Reserve cujos pontos de vista são muitas vezes divergentes sugeriram nesta na segunda-feira que podem apoiar um aumento dos juros em dezembro, desde que os dados econômicos não desapontem e que a alta da taxa uma vez iniciada, seja gradual.

O aparente entendimento entre os dois sobre a plausibilidade de um aumento dos juros em dezembro veio apenas um dia após o vice-chair do Fed, Stanley Fischer, afirmar que também espera uma elevação ainda em 2015.

De fato, uma grande maioria das autoridades do Fed acredita que será apropriado para aumentar as taxas este ano, mas, depois que o banco central dos EUA optou em manter os juros perto de zero em sua reunião do mês passado, investidores estão cada vez mais desconfiados. Dados mais fracos que o esperado sobre a criação de emprego desde a reunião mais recente do Fed alimentam tal ceticismo, juntamente com poucos sinais de que a economia global está a caminho de reagir.

Operadores veem cerca de 40 por cento de chance de o Fed elevar os juros em dezembro e consideram a mesma probabilidade para a reunião de janeiro. Para outubro, eles veem uma possibilidade abaixo de 10 por cento, embora tanto Dennis Lockhart, presidente do Fed de Atlanta, como Charles Evans, do Fed de Chicago, buscaram manter até outubro na mira do mercado.

"Eu acho que outubro é uma reunião que está viva, claramente existe o potencial de que os dados entrando, antes da reunião de outubro serão suficientes ... nós temos muito mais em dezembro", disse Lockhart, em Orlando, Florida.

Falando separadamente em Chicago, Evans disse que, embora para ele esperar até meados de 2016 para aumentar as taxas seria a "melhor escolha", fazê-lo mais cedo não afetaria necessariamente de forma negativa sua previsão para a economia.

"Não há espaço de manobra" no momento da subida das taxas, disse ele a repórteres após um discurso, e a economia provavelmente poderia até resistir a um conjunto ligeiramente mais íngreme de aumentos da taxa do que ele, pessoalmente, iria ver como ideal.

É "muito cedo", disse ele, para saber se uma subida das taxas de dezembro, ou até mesmo uma em outubro, seria apropriado.   Continuação...