Bovespa passa por forte correção após 9 altas e desaba 4%, maior queda desde 2014

terça-feira, 13 de outubro de 2015 18:25 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa registrou nesta terça-feira a maior queda percentual desde o início de dezembro, em dia de forte correção após uma sequência de nove pregões de alta, pressionado particularmente pelo recuo dos papéis de bancos, Vale e Petrobras.

Além do movimento de ajuste à queda verificada nos ADRs brasileiros na véspera em Nova York, o recuo também foi acentuado pela repercussão desfavorável a dados piores do que o esperado sobre as importações chinesas, enquanto permanece conturbado o cenário político doméstico.

O Ibovespa caiu 4 por cento, a 47.362 pontos, a maior queda desde 1º de dezembro de 2014. O giro financeiro totalizou 8 bilhões de reais.

Na segunda-feira, quando a bolsa paulista não funcionou por feriado nacional, boa parte dos ADRs (recibo de ações negociados nos Estados Unidos) de companhias nacionais recuou, principalmente Petrobras e Vale, pesando no Ibovespa nesta sessão.

O noticiário externo do dia reforçou a pressão de baixa, com a queda acima do esperado nas importações pela China reforçando as preocupações com a desaceleração global.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 flertou com o território positivo, mas fechou em queda de 0,68 por cento, com os temores ligados à China pesando, assim como a queda de papéis do setor financeiro, em meio ao início da safra de balanços.

Na cena local, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminares que, na prática, suspendem momentaneamente o andamento de um eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que ganha mais tempo em meio à intensa disputa política que trava no Congresso.

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