Dólar fecha praticamente estável sobre o real, em dia de notícias escassas

segunda-feira, 19 de outubro de 2015 17:24 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável, após passar a maior parte da sessão em alta mais expressiva e na casa de 3,90 reais, dia marcado por poucos negócios e poucas notícias com potencial para mover as cotações, mas com os investidores ainda incertos em relação ao quadro político e econômico.

O dólar avançou 0,09 por cento, a 3,8768 reais na venda, após atingir 3,9262 reais na máxima da sessão, com alta de 1,36 por cento. No pregão anterior, a divisa norte-americana havia subido quase 2 por cento.

"Não houve grandes novidades no mercado hoje. O dólar ficou flutuando ao vento, sem muita racionalidade", disse o operador de um banco nacional.

O dólar abriu perto da estabilidade em relação ao real, demonstrando alguma tranquilidade após a presidente Dilma Rousseff afirmar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não sai do cargo. Investidores temem que eventual saída de Levy representaria um passo atrás no ajuste fiscal.

A moeda norte-americana rapidamente passou a subir ao longo da manhã, reagindo às incertezas políticas e econômicas no Brasil e ao ambiente de aversão ao risco nos mercados externos, após a economia chinesa registrar crescimento de menos de 7 por cento pela primeira vez desde a crise financeira global.

"Nessa de 'fica Levy, sai Levy', a verdade que permanece é a de que o País está parado, a mercê de interesses políticos, com desemprego, contração da economia, inflação alta e com a grande possibilidade de perdermos (de novo) o selo de bom pagador ainda neste ano, se o ajuste fiscal não evoluir", escreveu em nota a clientes o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.

Na reta final deste pregão, segundo o operador de um importante banco internacional, uma forte entrada de capital levou o dólar a praticamente anular a alta vista na maior parte do dia. A operação teve seu impacto potencializado pela falta de notícias relevantes sobre o cenário político e econômico, o que limitou o volume de negócios e deixou o mercado sensível a operações pontuais.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou 6,142 bilhões de dólares, ou cerca de 60 por cento do lote total, que corresponde a 10,278 bilhões de dólares.

(Por Bruno Federowski)