Preço atual do petróleo inviabiliza pré-sal, diz PPSA

terça-feira, 20 de outubro de 2015 14:31 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As áreas do pré-sal em produção precisam que os preços do petróleo sejam superiores a 55 dólares o barril para serem economicamente viáveis, disse nesta terça-feira o presidente da Petróleo Pré-Sal SA (PPSA), Oswaldo Pedrosa, indicando que algumas áreas podem estar operando com perdas no momento, considerando o mercado atual.

A produção de óleo e gás natural operada pela Petrobras na camada pré-sal em setembro ficou na média de 1,028 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed), ou cerca de um terço de toda a produção brasileira.

O preço do petróleo Brent era negociado nesta terça-feira próximo de 49 dólares o barril, com o mercado global sendo atingido por uma grande oferta e preocupações econômicas, especialmente com o crescimento mais lento da China.

Pedrosa, executivo da estatal criada para gerir o pré-sal, fez o comentário ao falar sobre o preço de equilíbrio (valor mínimo do barril a partir do qual a produção é economicamente viável) para a reserva petrolífera gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

"Então Libra hoje opera em prejuízo? Não, porque ela ainda não entrou em operação", afirmou Pedrosa durante palestra no Rio de Janeiro.

Em entrevista a jornalistas, após a sua fala, Pedrosa confirmou o "break even" para o pré-sal de 55 dólares e reiterou que o valor já estava descrito no plano de negócios da Petrobras.

Pedrosa ponderou ainda que existe uma expectativa de recuperação dos preços do petróleo até o fim desta década, dando tempo para a produção em Libra se tornar viável, assim como para outras áreas do pré-sal.

"Hoje os preços estão baixos e há uma tendência de recuperação dos preços de forma mais prolongada, talvez em patamares inferiores do que a gente via anteriormente, mas que até o fim da década, com certeza, não teremos esses preços (atuais) do petróleo."   Continuação...