Engie deve ficar fora de leilão de hidrelétricas existentes, diz executivo

terça-feira, 20 de outubro de 2015 14:38 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A elétrica francesa Engie (ex-GDF Suez) ficará fora do leilão de hidrelétricas existentes, que será realizado pelo governo federal em novembro, desestimulada pelos elevados bônus de assinatura e pelo curto prazo para análise do edital, disse nesta terça-feira o diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Gustavo Labanca.

"Analisamos, mas o bônus de outorga está muito alto. Esse é um impeditivo e o timing foi muito rápido também para fazer um estudo técnico e aprovar esse montante de investimento junto aos Comitês", disse ele a jornalistas, após participar da abertura de congresso brasileiro de energia, no Rio de Janeiro.

"Nossa participação é difícil no leilão, mas nos leilões futuros temos alguns projetos para participar", adicionou o executivo.

Labanca acrescentou que a Engie estuda entrar no leilão de energia de reserva, também programado para novembro, com um projeto de geração solar.

"Estamos trabalhando para viabilizar esse projeto solar, mas dessa vez nós não vamos entrar com eólica", afirmou Labanca.

A Engie se prepara, de acordo com o executivo, para apresentar projetos de eólica no leilão A-5, programado para fevereiro de 2016.

"Pretendemos participar com novos projetos eólicos no leilão A-5", declarou ele.

A Engie tem 28 projetos no país com capacidade de geração de 8.765 MW de energia.

A empresa é uma das sócias do projeto da hidrelétrica de Jirau (3.750 MW previstos para 2016), no Rio Madeira, em Rondônia.

(Por Rodrigo Viga Gaier)