Crescimento das exportações do Japão desacelera com força em setembro

quarta-feira, 21 de outubro de 2015 09:05 BRST
 

Por Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - O crescimento das exportações do Japão desacelerou com força em setembro na comparação anual uma vez que a redução das vendas para a China afetou o volume de embarques, levantando temores de que a fraca demanda externa pode ter jogado a economia em recessão.

Dados do Ministério das Finanças mostraram que as exportações cresceram apenas 0,6 por cento em setembro sobre o ano anterior, contra ganho de 3,4 por cento esperado por economistas em pesquisa da Reuters.

Esse foi o crescimento mais fraco desde agosto do ano passado, após ganho de 3,1 por cento no mês anterior. O iene fraco ajudou a aumentar o valor das exportações, mas o volume caiu 3,9 por cento, terceiro mês seguido de queda anual.

O dado desta quarta-feira foi o primeiro indicador importante de setembro e faz parte do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. Uma contração no terceiro trimestre colocará o Japão em recessão e pode forçar autoridades a oferecer mais estímulos.

"Com esses dados, a economia provavelmente contraiu 0,5 por cento entre julho e setembro em termos anualizados. A demanda externa, os gastos de capital e o investimento em estoques provavelmente pesaram, enquanto o consumo acelerou", disse Koya Miyamae, economista sênior do SMBC Nikko Securities.

Os indicadores fracos manterão o banco central sob pressão para afrouxar novamente sua política monetária visando atingir sua ambiciosa meta de inflação de 2 por cento no próximo ano.

Alguns analistas esperam que o banco central adote alguma ação em sua reunião de política monetária de 30 de outubro, quando também divulgará suas projeções de longo.

Os dados desta quarta-feira mostraram que as exportações para a China recuaram 3,5 por cento na comparação anual em setembro, queda pelo segundo mês seguido devido ao recuo nos embarques de petróleo e peças automotivas.

 
Homem observando navio com contêineres em Tóquio.   20/10/2015   REUTERS/Toru Hanai