Botijão de gás e gasolina pesam e IPCA-15 acelera alta a 0,66% em outubro

quarta-feira, 21 de outubro de 2015 14:02 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O aumento dos preços do botijão de gás e da gasolina pesou com força em outubro e a prévia da inflação oficial voltou a acelerar no mês, acumulando em 12 meses alta de quase 10 por cento e tornando a vida do Banco Central ainda mais difícil na tarefa de domar a escalada dos preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,66 por cento em outubro, após alta de 0,39 por cento em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Trata-se do maior nível para outubro desde 2002, quando subiu 0,90 por cento.

No acumulado em 12 meses até outubro, a alta do IPCA-15 chegou a 9,77 por cento, contra 9,57 por cento no mês anterior, alcançando o maior nível desde dezembro de 2003 (+9,86 por cento) para esses períodos.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,68 por cento na comparação mensal e de 9,79 por cento em 12 meses.

A aceleração dos preços em outubro foi generalizada, com sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostrando maior pressão em relação ao mês anterior.

Os que mais influenciaram o resultado foram os três com maior peso sobre o orçamento das famílias: Habitação (+1,15 por cento), Transportes (+0,80 por cento) e Alimentação e Bebidas (+0,62 por cento).

Os três juntos impactaram em 0,48 ponto percentual e responderam por 72,73 por cento do IPCA-15 de outubro.

A alta no indicador voltou a acelerar em outubro após três meses de desaceleração, devido principalmente ao reajuste de gás de botijão, de 10,22 por cento após alta de 5,34 por cento no mês anterior, como reflexo do aumento de 15 por cento nas refinarias autorizado pela Petrobras.

Pesou ainda o aumento nos preços da gasolina, de 6 por cento nas refinarias e resultou em alta nas bombas de 1,70 por cento do combustível.   Continuação...

 
Posto de gasolina da Petrobras no Rio de Janeiro. 30/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes