Bovespa fecha em queda pelo 2º pregão seguido com Petrobrs e cena política

quarta-feira, 21 de outubro de 2015 17:50 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa teve seu segundo pregão seguido no vermelho nesta quarta-feira, fechando em leve queda, conforme o quadro político turbulento continuou no foco do mercado com a entrega de novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, somando-se a preocupações fiscais.

O Ibovespa caiu 0,11 por cento, a 47.025 pontos, pressionado principalmente por Petrobras diante da queda do petróleo no exterior. O giro financeiro do pregão foi de 5,4 bilhões de reais.

Participantes do mercado apontaram um aumento da percepção de risco no mercado brasileiro depois de notícias de que o governo vai mudar a meta fiscal deste ano para reconhecer um déficit primário. Segundo uma fonte do governo com conhecimento do assunto, o déficit primário deste ano pode chegar a 85 bilhões de reais, incluindo o pagamento das "pedaladas fiscais".

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse nesta quarta-feira que há expectativa de frustração nas receitas deste ano e que o governo ainda calcula o tamanho do rombo para definir nova meta fiscal até sexta-feira.

Além disso, repercutiu a entrega novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma nesta quarta-feira ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O texto do novo pedido inclui denúncia do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União de que as chamadas pedaladas fiscais, manobra considerada irregular pelo TCU, teriam continuado neste ano.

O economista-chefe da Modalmais, Álvaro Bandeira, destacou que as tensões políticas continuam, com o bate-boca entre Cunha e Dilma e pressões dos líderes contra a política econômica do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

"Como consequência disso, os mercados devem manter forte volatilidade. A agenda fraca do dia no ambiente local e internacional joga luzes sobre a situação e amplia as chances das agências de classificação de risco acelerarem um rebaixamento" da nota de crédito brasileira, disse Bandeira em nota.   Continuação...