Desemprego no Brasil para de subir em setembro, a 7,6%, mas não indica melhora

quinta-feira, 22 de outubro de 2015 10:23 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego do Brasil permaneceu em 7,6 por cento em setembro, melhor do que o esperado mas que não indica melhora no atual cenário já que a redução da procura por vagas reflete o desânimo do trabalhador em conseguir uma colocação.

Pela primeira vez no ano, a taxa medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) parou de subir, mas ainda assim é a maior para setembro desde 2009, quando foi de 7,7 por cento.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de que a taxa subisse a 7,8 por cento.

O cenário recessivo, aliado à inflação elevada, tem pesado sobre o mercado de trabalho. Além disso, a forte crise política também mina a confiança de empresários e consumidores.

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, a população desocupada --que inclui as pessoas à procura de uma posição nas seis regiões metropolitanas analisadas-- teve queda de 0,2 por cento no mês passado na comparação com o mês anterior, mas saltou 56,6 por cento sobre um ano antes, atingindo 1,853 milhão de pessoas.

"As pessoas estão descrentes de que vão arrumar um emprego efetivamente, e saem da pesquisa. Estão fazendo bicos, estudando para alguma especialização e isso é normal nesse período de crise", disse o economista-chefe da Austin Rating Alex Agostini.

A população ocupada recuou 0,2 por cento sobre agosto e 1,8 por cento ante o mesmo mês do ano passado, chegando a 22,683 milhões de pessoas.

Segundo Agostini, a tendência sazonal de criação de vagas no fim do ano teve acontecer num padrão bem abaixo da média histórica, e a tendência é que a taxa de desemprego caia até o fim do ano. "Mas isso não significa que está bom. Existe falta de perspectiva de conseguir emprego", disse ele, para quem a taxa fechará este ano em 7 por cento.   Continuação...