Vale prevê queda dos custos de produção de minério para US$10/t após S11D

quinta-feira, 22 de outubro de 2015 12:39 BRST
 

Por Marta Nogueira e Stephen Eisenhammer

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale acredita que poderá reduzir o custo de produção de minério de ferro para 10 dólares por tonelada, ante os 12,7 dólares registrado no último trimestre, após a entrada do projeto S11D e melhorias no Sistema Sul, considerando a manutenção do dólar médio a 3,5 reais.

O início da operação do projeto S11D, com capacidade para 90 milhões de toneladas, no Pará, deve ocorrer no segundo semestre de 2016. A Vale espera que o projeto entre 2017 com os custos atuais das minas de Carajás, o maior sistema da companhia.

"Se pegar Carajás no terceiro trimestre e também o Sistema Sudeste, ambos já estão em ritmo de 10 dólares por tonelada. O custo (da produção total) é um pouco maior, por causa do Sistema Sul de Corumbá, que estamos otimizando", afirmou o diretor-executivo de ferrosos da companhia, Peter Poppinga, em teleconferência com analistas de mercado sobre o trimestre.

A redução do custo de produção, que havia sido de 15,8 dólares por tonelada no segundo trimestre, foi bastante comemorada pela companhia.

"É o menor custo da indústria em todo o mundo", afirmou o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani, em vídeo publicado na internet.

A melhora entre os trimestres teve contribuição de iniciativas de redução de custos em curso e pelos ramp-ups das minas de N4WS e N5S e de alguns dos projetos de Itabiritos, de acordo com explicações dos executivos da empresa.

O cálculo dos custos de produção, entretanto, não inclui os valores de frete pagos pela companhia para levar o minério para a China, sua principal consumidora. Siani ressaltou que a empresa vê boa oportunidade para renegociação de fretes no próximo ano.

A redução de custos de produção e a busca por melhores valores de frete são extremamente importantes para que a Vale possa ganhar competitividade frente as suas maiores rivais, as mineradoras gigantes australianas BHP Billiton e Rio Tinto, que estão mais próximas do gigante asiático.   Continuação...