Red Bull conversou com Volkswagen sobre parceria na F1 antes do escândalo de emissões

sábado, 24 de outubro de 2015 11:10 BRST
 

Por Alan Baldwin

AUSTIN, Texas (Reuters) - A Red Bull conversava com a Volkswagen sobre uma possível parceria na Fórmula 1 antes de o escândalo de emissões de poluentes na montadora alemã aparentemente aniquilar esses planos, disse o chefe da equipe de F1, Christian Horner.

"Houve discussões com o grupo VW que, obviamente, com os problemas atuais deles, provavelmente a Fórmula 1 é a última coisa que têm em mente", disse Horner a repórteres, na sexta-feira, durante os treinos para o Grande Prêmio dos EUA, a 200ª corrida da Red Bull na categoria.

"Houve outras discussões que serão divulgadas no futuro, sem dúvida, outras promessas que foram feitas", acrescentou o chefe de equipe, cuja escuderia ainda não confirmou qual motor utilizará no ano que vem.

A Red Bull, que conquistou quatro títulos de pilotos e construtores seguidos entre 2010 e 2013 com motores Renault, vem procurando um novo fornecedor após o término dessa parceria.

A revista Auto Bild, da Alemanha, publicou no mês passado que a Audi, subsidiária da Volkswagen, estava próxima de fechar um negócio para assumir a Red Bull e tocar a equipe com o patrocínio da empresa de energéticos da Áustria.

A revista disse que o acordo havia sido aprovado pelos chefes da empresa e precisava apenas da assinatura.

Pouco depois, a Volkswagen, a maior montadora de carros da Europa, admitiu ter tentado enganar a fiscalização norte-americana sobre a emissão de poluentes em seus carros com um software que pode estar instalado em até 11 milhões de veículos.

O escândalo cortou um terço do valor de mercado da empresa, forçou seu presidente a renunciar e abalou tanto a indústria global de carros quanto o empresariado alemão.

A Red Bull foi rejeitada pela Mercedes e pela Ferrari, que estão cautelosos sobre a possibilidade de o time vencer os seus carros se tiver motores semelhantes, e avisou que ela e a equipe-irmã Toro Rosso podem deixar a categoria se não encontrarem um motor competitivo.

A principal opção no momento parece ser continuar com o motor Renault, que ainda não confirmou seus planos futuros para a Fórmula 1, apesar de especular-se que poderia assumir a Lotus.