Governo ainda não tem definição de tamanho do déficit primário de 2015, diz Berzoini

segunda-feira, 26 de outubro de 2015 14:13 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, confirmou nesta segunda-feira que o governo ainda não tem uma definição sobre o tamanho do déficit que deverá ser apresentado para 2015 e disse que a equipe econômica ainda trabalha para chegar a um número.

“Essa questão deve seguir com a equipe econômica, dialogando com o Tribunal de Contas (da União) e também buscando consolidar as expectativas macroeconômicas, expectativas de arrecadação para este ano e para o ano que vem, para que a gente possa definir esse número e apresentá-lo ao país”, disse Berzoini em entrevista depois da reunião de coordenação política esta manhã no Palácio do Planalto.

“Nós não tratamos disso (na reunião) porque não há ainda definição por parte da equipe econômica que possa ser apresentada à coordenação política do governo. Tratamos disso em outras reuniões da semana passada”, explicou.

Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou que apenas o déficit com a frustração de arrecadação seria de aproximadamente 50 bilhões de reais. No entanto, ainda na noite de quinta-feira, o Palácio do Planalto divulgou a informação de que o TCU teria sinalizado que não aceitaria o parcelamento das chamadas pedaladas fiscais, e o déficit poderia ser de pelo menos 70 bilhões de reais.

Nesta segunda-feira, durante evento em São Paulo, Wagner afirmou que o tamanho do déficit primário deste ano ainda não está fechando, porque é preciso levar em consideração outras variáveis, como equalização de juros.

O anúncio, previsto inicialmente para sexta-feira, foi mais uma vez adiado, mas o governo deve finalizar o número ainda esta semana. Está prevista para a próxima quarta-feira a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, mas para que isso aconteça é necessário saber o tamanho real do déficit deste ano.

BOLSA FAMÍLIA

Mesmo os números do Orçamento de 2016 ainda não estão garantidos, com ou sem uma previsão de déficit deste ano. O governo conta com a CPMF para fechar as contas do ano que vem, mas o relator da peça orçamentária, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirma que não pode contar com as receitas advindas do novo imposto que, na sua opinião, não deve ser aprovado a tempo.   Continuação...

 
Ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, em Brasília. 29/04/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino