Economia britânica desacelera mais que o esperado no 3º tri

terça-feira, 27 de outubro de 2015 08:30 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O crescimento econômico britânico desacelerou mais que o esperado nos três meses até setembro após a maior queda no setor de construção registrada no país em três anos. O desempenho elevou as chances de que um período de rápida expansão esteja chegando ao fim.

O crescimento do Produto Interno Bruto no terceiro trimestre desacelerou para 0,5 por cento, ante 0,7 por cento nos três meses até junho, contra expectativas de 0,6 por cento de economistas, informou nesta terça-feira a Agência Nacional de Estatísticas.

A produção foi 2,3 por cento maior do que um ano antes, em comparação com projeção de repetição da marca de 2,4 por cento do segundo trimestre, o menor aumento em dois anos.

A economia britânica foi a que mais cresceu no G7, grupo que reúne as principais economias avançadas, em 2013 e 2014, recuperando o terreno perdido após a crise financeira. Mas neste mês o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que o crescimento deve desacelerar para 2,5 por cento neste ano, perto da média de longo prazo da Grã-Bretanha.

Os dados mais recentes de crescimento também podem levar o banco central britânico a parar para refletir, após também prever que a economia cresceria 0,6 por cento no terceiro trimestre.

Economistas consultados em pesquisa da Reuters publicada na segunda-feira passaram a projetar que o banco central só começará a elevar os juros no segundo trimestre de 2016. No levantamento anterior, a expectativa era de que o aperto monetário tivesse início no primeiro trimestre.

Embora as maiores preocupações econômicas no trimestre se concentrassem na queda das bolsas na China, o principal motivo para a desaceleração do PIB britânico foi um declínio de 2,2 por cento no setor doméstico de construção.

A agência informou que o clima incomumente úmido em agosto pode ter tido alguma responsabilidade por isso e que sua estimativa trimestral assumia que o crescimento no setor havia se recuperado em 1,3 por cento em setembro.

Para mais informações, veja a matéria em inglês:

(Por David Milliken e Ana Nicolaci da Costa)