Taxa de desemprego no Brasil atinge 8,7% no tri até agosto e renova máxima pela 4ª vez

quinta-feira, 29 de outubro de 2015 10:16 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego do Brasil atingiu 8,7 por cento no trimestre finalizado em agosto e renovou o maior patamar histórico da série iniciada em 2012 pela quarta vez, destacando a deterioração do mercado de trabalho com queda do rendimento real em meio ao cenário de recessão no país.

No trimestre até julho, a taxa medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua havia sido de 8,6 por cento. O resultado também mostrou forte piora ante os três meses até agosto do ano passado, quando a taxa foi de 6,9 por cento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento da taxa decorre do contínuo aumento da busca por trabalho num momento de baixa confiança na economia e inflação elevada.

"O mercado de trabalho não está gerando vagas mas está havendo alta expressiva na procura por trabalho. O que se viu em agosto foi um mercado que não absorve a população desocupada criando uma pressão no mercado", apontou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.

No trimestre até agosto, a população desocupada, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, subiu 7,9 por cento sobre o trimestre imediatamente anterior, para 8,804 milhões de pessoas, nível histórico mais alto.

Sobre o mesmo período de 2014, houve aumento de 29,6 por cento no número de desocupados, também maior nível da série, o que significa 2 milhões de pessoas a mais procurando emprego.

Nos três meses até agosto, somente o emprego com carteira assinada caiu 3 por cento na comparação com o ano anterior, o que representa 1,089 milhão de pessoas.

Já a população ocupada ficou estável nos três meses até agosto, chegando a 92,128 milhões de pessoas ante o trimestre anterior, representando um aumento de 0,2 por cento sobre o mesmo período do ano passado.   Continuação...

 
Pessoas preenchendo fichas de emprego em São Paulo.    11/05/2015   REUTERS/Paulo Whitaker