Bradesco prevê que inadimplência vai parar de subir em meados de 2016

quinta-feira, 29 de outubro de 2015 14:15 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco trabalha com um cenário de estabilidade ou leve alta de seus índices de inadimplência até por volta do fim do primeiro semestre de 2016, disse nesta quinta-feira o diretor-executivo Luiz Carlos Angelotti.

"Pode ficar estável ou ter uma alta gradual nos próximos trimestres", disse o executivo a jornalistas em teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre. "Pode estabilizar ou começar a cair no fim do primeiro semestre do ano que vem".

O índice acima de 90 dias ficou em 3,8 por cento no terceiro trimestre, ante 3,7 por cento no trimestre anterior e 3,6 por cento um ano antes. O índice atingiu o maior nível desde o primeiro trimestre de 2013.

Para Angelotti, o índice deve evoluir devagar nos próximos trimestres, acompanhando o cenário de fraca atividade econômica do país. O Bradesco prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro a partir de 2017.

Segundo o executivo, o nível de cobertura da provisão para devedores duvidosos em relação aos créditos com atrasos acima de 90 dias, que subiu de 187,2 para 205,7 por cento em 12 meses até setembro, está adequado.

Na teleconferência, executivos do Bradesco também frisaram o compromisso do banco em manter as despesas crescendo em ritmo inferior ao da inflação por pelo menos mais dois anos.

Em 12 meses até setembro, as despesas nessa linha avançaram 10,1 por cento, acima da faixa prevista pelo Bradesco para o fechado de 2015, de 5 a 7 por cento. De acordo com o diretor de relações com o mercado, Carlos Firetti, a meta será alcançada.

Em relatório, os analistas Samuel Torres e Marcio Maeda, da Fator Corretora, comentaram que a qualidade da carteira do Bradesco deve se deteriorar mais à frente, na esteira da recessão do país. Por isso, mantiveram recomendação "em linha com o mercado" para as ações do banco.

Às 13h50, a ação preferencial do Bradesco caía 1,82 por cento na Bovespa. No mesmo instante, o Ibovespa cedia 1,16 por cento.   Continuação...

 
Agência do Bradesco no centro do Rio de Janeiro. 14/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares