Greve de trabalhadores da Petrobras se expande para 8 Estados; FUP deve aderir

quinta-feira, 29 de outubro de 2015 16:48 BRST
 

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A adesão à greve de trabalhadores da Petrobras, que teve início nesta quinta-feira, cresceu ao longo do dia e atingiu oito Estados, informou a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que representa cinco sindicatos envolvidos no movimento.

A paralisação, que protesta contra o plano de venda de ativos da estatal, não afetou a produção de petróleo e derivados, segundo a Petrobras.

As atividades da companhia "são normais e não há qualquer prejuízo à produção ou ao abastecimento do mercado", disse a empresa em nota.

Segundo sindicalistas, a estatal manteve funcionários nas unidades, impedindo a troca de turnos.

O movimento também posiciona os petroleiros como favoráveis à manutenção da Petrobras como operadora única do pré-sal, em um momento em que se começa a discutir no Congresso Nacional a possibilidade de isso ser alterado, diante da crise na Petrobras.

"Na avaliação dos petroleiros, essas propostas (vendas de ativos e fim da obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora única do pré-sal) atacam centralmente o caráter público da Petrobras, ameaçam postos e condições de trabalho e aprofundam a privatização do petróleo brasileiro", afirmou a FNP, em nota.

A greve, de pelo menos 48 horas, pode ganhar ainda a adesão de outros 12 sindicatos ligados à Federação Nacional dos Petroleiros (FUP), segundo o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Deyvid Bacelar.

Dentre os sindicatos da FUP, está o Sindipetro Norte Fluminense, que representa funcionários da Bacia de Campos, responsável por mais de 70 por cento do petróleo produzido no Brasil.

A FUP, federação ligada ao PT, deve anunciar ainda nesta quinta-feira a data de adesão ao movimento.   Continuação...