Greve na Petrobras entra no 2º dia; empresa garante produção

sexta-feira, 30 de outubro de 2015 19:59 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Permanece forte a adesão dos funcionários da Petrobras à greve iniciada na quinta-feira por cinco sindicatos que compõe Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), com sindicalistas tentando retirar trabalhadores da refinaria de Cubatão (SP), que estariam sendo impedidos de deixar a unidade pela empresa.

A paralisação, que é contra o plano de venda de ativos da estatal e busca manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras da estatal, não afetou a produção de petróleo e derivados ou o abastecimento do mercado, segundo a Petrobras.

A greve pode se tornar mais forte no domingo, quando os 12 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos, prometem se unir ao movimento.

O diretor do Sindipetro Litoral Paulista, Marcelo Juvenal, filiado à FNP, disse que cerca de cem funcionários da Petrobras estão sendo mantidos na refinaria de Cubatão desde o início da greve, para que as operações não sejam interrompidas.

O sindicato entrou com pedido de habeas corpus na Justiça para liberar os trabalhadores e foi enviado um oficial de Justiça aos postos de trabalho para averiguar a situação, segundo explicou Juvenal à Reuters.

Após a vistoria, a juíza titular da segunda vara do Trabalho de Cubatão Ana Lucia Vezneyan determinou que a empresa libere os funcionários sob pena de multa de 15 mil reais por hora e por trabalhador. "Desde às 22h45 de ontem à noite, a Petrobras está descumprindo a ordem judicial", afirmou Juvenal.

Nas plataformas de Merluza e Mexilhão, na Bacia de Santos, os trabalhos se restringem à produção e à manutenção da segurança.

A greve não alcança as plataformas do pré-sal, que são operadas por empresas terceirizadas.

Em outras unidades em greve, como terminais e unidades de tratamento de gás, a companhia conseguiu colocar equipes de contingências para manter as operações.   Continuação...