Greve reduz produção de petróleo da Petrobras; ANP descarta desabastecimento

terça-feira, 3 de novembro de 2015 18:11 BRST
 

Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A greve de trabalhadores da Petrobras interrompeu ou reduziu a produção de petróleo em diversas plataformas desde domingo, segundo informações de sindicatos, mas até o momento não afetou a operação de refinarias nem o abastecimento de combustíveis no país, informaram fontes à Reuters.

Apesar da greve, a ação preferencial da Petrobras fechou em alta de 9,99 por cento. Isso em uma sessão em que os contratos futuros do petróleo Brent encerraram com ganhos de 3,59 por cento, com operadores no exterior citando preocupações com a paralisação que atinge a estatal brasileira.

Na Bacia de Campos, o movimento grevista atinge atualmente 45 unidades marítimas da estatal, entre plataformas, sondas de perfuração e Unidade de Manutenção e Serviço (UMS), segundo levantamento do Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

Das 45 unidades em greve, 29 estão com as atividades completamente paralisadas (26 plataformas e 3 UMS), outras sete estão com produção restrita e nove tiveram a operação assumida por equipes de contingência da Petrobras.

Os sindicatos ainda não conseguiram contabilizar os impactos na produção nesta terça-feira, segundo explicou o diretor de comunicação do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Entretanto, o sindicato havia estimado que a greve reduziu a extração em 500 mil barris de petróleo entre domingo e segunda-feira, o equivalente a cerca de 25 por cento da produção diária da estatal.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou nesta terça-feira que, no momento, não há risco de desabastecimento. "Caso haja, a ANP tomará as medidas cabíveis", afirmou a agência em nota.

A informação foi confirmada pelo setor privado. O diretor de Mercado e Comunicação do sindicato nacional das distribuidoras (Sindicom), Cesar Guimarães, disse que, até o momento, o movimento não impactou o abastecimento de combustíveis no país.   Continuação...

 
Sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro.   16/12/2014      REUTERS/Sergio Moraes