Equatorial Energia registra queda de 71,5% no lucro líquido do 3º tri

quarta-feira, 4 de novembro de 2015 09:24 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Equatorial Energia teve lucro líquido de 80 milhões de reais no terceiro trimestre, queda de 71,5 por cento ante resultado obtido no mesmo período do ano passado, quando o balanço havia sido impactado por eventos positivos não recorrentes, informou a companhia no final da noite de terça-feira.

A empresa, que controla as distribuidoras de energia elétrica Cemar e Celpa, que atendem os Estados do Maranhão e Pará, respectivamente, teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) societário consolidado de 365 milhões de reais no período, queda de anual de 18,9 por cento.

Segundo a Equatorial, as vendas de energia da Cemar no terceiro trimestre cresceram 2 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, atingindo 1.518 GWh.

"O crescimento observado no trimestre pode ser explicado principalmente pelo crescimento da base de clientes, que se expandiu 2,7 por cento", disse a empresa, destacando que a desaceleração no crescimento de mercado observada ao longo deste ano pode ser creditada ao atual momento econômico do país.

A Cemar informou que as perdas totais de energia dos últimos 12 meses encerrados no terceiro trimestre representaram 17,6 por cento da energia requerida.

Já a Celpa registrou aumento nas vendas de energia no período para o mercado cativo de 4,8 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, atingindo 2.088 GWh. "Tal crescimento pode ser explicado principalmente pela redução de perdas de energia da companhia e pelo crescimento de consumo derivado do aumento no número de clientes atendidos pela companhia."

As perdas totais dos últimos 12 meses encerrados no terceiro trimestre ainda representaram 31,3 por cento da energia requerida. A empresa disse ter percebido uma melhoria no percentual após um programa de combate a perdas.

No terceiro trimestre, os investimentos consolidados da Equatorial totalizaram 257 milhões de reais, 20,6 por cento menores do que um ano antes.

(Por Alberto Alerigi Jr. e Roberto Samora)