Greve mantém redução diária de 8,5% na produção da Petrobras, diz fonte

quarta-feira, 4 de novembro de 2015 19:32 BRST
 

Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O impacto da greve dos trabalhadores da Petrobras na produção de petróleo da companhia estatal permaneceu nesta quarta-feira semelhante à véspera, com uma queda de 8,5 por cento da extração diária em relação aos níveis anteriores ao movimento, afirmou uma fonte da empresa à Reuters.

A greve ganhou maior adesão ao longo do dia, atingindo 48 unidades marítimas da Bacia de Campos, a principal produtora de petróleo do Brasil, informou em paralelo o Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Mais de 50 unidades marítimas estão atualmente na Bacia de Campos.

Na terça-feira, a paralisação envolvia 45 unidades na bacia, que respondeu por cerca de 65 por cento da produção brasileira de petróleo em setembro.

"O impacto nas contas da empresa é importante. Perder milhares de barris ao dia é algo significativo em qualquer lugar do mundo e para qualquer empresa de petróleo", afirmou a fonte da Petrobras, na condição de anonimato.

O movimento tem chamado a atenção de operadores do mercado de petróleo no exterior, com repercussões no preço da commodity.

O movimento na Bacia de Campos teve a adesão nesta quarta-feira da sonda P-16, da plataforma PCP-2, além do sistema de produção Carapeba 1 e 3, segundo o diretor de Comunicação do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Das 48 unidades atingidas pelo movimento, 31 estavam com as atividades completamente paralisadas (28 plataformas e três unidades de manutenção e serviço) e sete estavam com produção restrita até a manhã desta quarta-feira, segundo o sindicato, que não apresentou uma atualização até o momento.

O sistema de produção Carapeba 1 e 3 foi entregue pelos petroleiros a equipes de contingência da estatal na tarde desta quarta-feira, assim como outras nove unidades marítimas haviam feito até o período da manhã, explicou Tezeu à Reuters.   Continuação...