Eletropaulo tem prejuízo de R$5 mi no 3° tri com falha em dados sobre blecautes

quarta-feira, 4 de novembro de 2015 21:39 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A AES Eletropaulo teve prejuízo líquido de 5,2 milhões de reais no terceiro trimestre, ante lucro líquido de 130,6 milhões de reais no mesmo período de 2014, após uma falha no registro de dados sobre duração e frequência de blecautes levar a empresa a fazer uma provisão de 105,4 milhões de reais.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 128 milhões de reais no terceiro trimestre, com redução de 69,7 por cento na comparação anual, segundo balanço divulgado pela distribuidora de energia nesta quarta-feira.

Segundo a Eletropaulo, foi identificada necessidade de revisão nos cálculos dos indicadores de qualidade DEC e FEC, que medem a duração e frequência de interrupções na área atendida pela empresa, no período de janeiro de 2014 a maio de 2015.

"Estimamos que o impacto dessa inconsistência possa atingir 105,4 milhões de reais, que já foram provisionados no resultado", disse a empresa.

Os valores foram reservados para pagar compensações aos consumidores atingidos pelas falhas e possíveis penalidades que possam ser impostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) devido ao erro.

Após o ajuste, a distribuidora apresentou aumento de 17,7 por cento na frequência de interrupções ante o terceiro trimestre de 2014, enquanto a duração dos blecautes subiu 85,9 por cento no período.

Uma alta de 38,9 por cento nos custos e despesas operacionais, que somaram 3,28 bilhões de reais, também pesou sobre os resultados.

Segundo a AES Eletropaulo, os custos foram puxados por aumento nos custos de compra de energia elétrica, encargos setoriais e provisões para eventuais inadimplências de clientes -- estas subiram 184,9 por cento, para 46,8 milhões, ante 16,4 milhões no terceiro trimestre de 2014.

A receita líquida da companhia somou 3,53 bilhões de reais no trimestre, com avanço de 20,2 por cento na comparação anual.

(Por Luciano Costa)