Dólar cai e vai abaixo de R$3,80 por atuação do BC, apesar de Fed

quinta-feira, 5 de novembro de 2015 17:17 BRST
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou abaixo de 3,80 reais nesta quinta-feira, com a atuação do Banco Central compensando os temores de que possível alta dos juros norte-americanos neste ano reduza a atratividade de ativos brasileiros.

O dólar recuou 0,53 por cento, a 3,7765 reais na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana atingiu 3,7656 reais e, na máxima, foi a 3,8183 reais.

Na véspera, a moeda norte-americana havia avançado 0,69 por cento, reagindo a dados fortes sobre a economia dos Estados Unidos e declarações da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, indicando que os juros nos Estados Unidos poderiam subir em dezembro.

"Parece que o BC está deixando um recado para o mercado com estes novos leilões de linha, de que não se sente confortável com um dólar acima dos 3,80 reais", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.

O BC realizou nesta tarde leilão de venda de até 500 milhões de dólares com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a operação não teve a finalidade de rolar contratos já existentes.

É a segunda vez que o BC promove uma intervenção desse tipo nesta semana, mesmo após um mês de alguma tranquilidade no câmbio.

O BC também deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a 1,780 bilhão de dólares, ou cerca de 16 por cento do lote total, que corresponde a 10,905 bilhões de dólares.

A intervenção do BC trouxe alívio aos investidores, que têm se mostrado preocupados com a possibilidade de que o Fed eleve os juros em dezembro. O temor, que impulsionava o dólar em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano é de que juros mais altos nos EUA atraiam à maior economia do mundo recursos aplicados em outros países.   Continuação...

 
Nota de dólar vista em casa de câmbio no Rio de Janeiro.   24/09/2015     REUTERS/Sergio Moraes