AES Tietê diz que interesse em térmicas da Petrobras depende de contratos de gás

quinta-feira, 5 de novembro de 2015 13:50 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O interesse da AES Tietê na aquisição de térmicas que a Petrobras pode colocar à venda dentro de seu plano de desinvestimentos depende das condições da estatal para renovar ou não os atuais contratos de fornecimento de gás a essas usinas, disse nesta quinta-feira o vice-presidente de geração da companhia, Ricardo Cyrino.

"A gente tem que entender como vai ser a equação das termelétricas que já têm PPA (contrato de venda de energia)... se você tiver que trazer Gás Natural Liquefeito (importado, para abastecer as térmicas), o preço pode não caber no PPA", disse Cyrino, em teleconferência sobre resultados trimestrais.

Segundo o executivo, é necessário "olhar caso a caso" os ativos da petroleira, uma vez que as termelétricas operadas pela Petrobras possuem diferentes condições contratuais tanto para a venda da energia quanto para a compra do gás natural que as abastece.

"Cada térmica tem uma condição... então é muito difícil", disse Ciryno, em resposta a um analista que pediu mais detalhes sobre o interesse na eventual aquisição.

As térmicas a gás deverão ser um dos focos da expansão da AES Tietê, junto com usinas renováveis, como parques eólicos e solares.

No próximo leilão A-5 para contratação de novas usinas, agendado pelo governo para fevereiro de 2016, a companhia participará com o projeto de uma termelétrica a GNL em São Paulo com 550 megawatts em potência.

Caso a usina seja viabilizada, a operação seria feita com combustível importado e utilização da estrutura de regaseificação da Petrobras.

Já o presidente-executivo da AES Brasil, Britaldo Soares, adiantou que a empresa deverá inscrever projetos solares em leilões no próximo ano.

O presidente, no entanto, preferiu não tecer maiores comentários sobre o leilão de hidrelétricas existentes que o governo promove em 25 de novembro.   Continuação...